Sesi encerra atividades na unidade de Getúlio Vargas
22/01/2016 - 17h18 em Cidade

Após um pouco mais de 16 anos de funcionamento, o Sesi não terá mais sede física no Município. O atendimento já está acontecendo em Erechim

 
Há mais ou menos um mês, o Serviço Social da Indústria (Sesi), encerrou as atividades em sua unidade de Getúlio Vargas. A estrutura foi construída em um terreno cedido pela Prefeitura Municipal, na gestão de Julio Jorge Oleksinski, e foi inaugurada em 26 de junho de 1999.
 
Para quem não sabe, o (Sesi) é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, que foi criada para atender as necessidades de uma sociedade mais urbana, industrializada, realizando prestação de serviços nas áreas de educação, saúde e qualidade de vida.
 
Conforme previsto em seu regulamento, a instituição tem por finalidade “estudar, planejar e executar medidas que contribuam diretamente para o bem-estar social dos trabalhadores na indústria e nas atividades assemelhadas, concorrendo para a melhoria do padrão de vida no país”. Também faz parte de um sistema federativo formado pelo Departamento Nacional e por 27 Departamentos Regionais e tem sua sede corporativa em Porto Alegre no prédio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Juntamente com Senai, Iel e Ciergs integra o Sistema Fiergs.  
 
De acordo com o diretor superintendente do Sesi Rio Grande do Sul, Juliano Colombo, em torno de 20 unidades estão encerrando atividades no Estado. “Quando iniciamos o atendimento no município, existia um maior número de indústrias, agora com a baixa, temos menos trabalhadores e dependentes que usufruiriam das nossas dependências”.
 
Erechim é um dos principais pólos industriais da região, onde a instituição possui uma estrutura ampla, que atende também Aratiba, Áurea, Barão de Cotegipe, Barra do Rio Azul, Benjamim C. do Sul, Barracão, Cacique Doble, Campinhas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Erechim, Faxinalzinho, Floriano Peixoto, Gaurama, Gramado Loureiros, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Maximiliano Almeida, Nonoai, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Rio dos Índios, São João da Urtiga, São José do Ouro, São Valentin, Santo Expedito do Sul, Sertão, Severiano de Almeida, Quatro Irmãos, Três Arroios, Trindade do Sul, Tupanci do Sul e Viadutos, e agora também passa a atender Getúlio Vargas.
 
Colombo ressalta que as atividades não serão exclusas na cidade, mas em busca de utilizar melhor os recursos, algumas alterações estão sendo feitas. “Ampliamos a atividade para atender Getúlio por Erechim, alguns jogos, por exemplo, já eram em conjunto, e após uma análise, foi constatado que a estrutura não era mais necessária”.
 
O prefeito Pedro Paulo Prezzotto disse que as negociações com a entidade já estão acontecendo, que aguarda o retorno dos mesmos, pois como o terreno foi cedido pelo Município, o esperado é que seja devolvido. O presidente da Câmara de Vereadores, Vilmar Antonio Soccol, explicou que, após as negociações serem firmadas, provavelmente será elaborado um estatuto para organizar as atividades no local. “Para nós seria um grande ganho, fantástico, pois não temos uma área como àquela em nossa cidade, talvez seja um dos maiores feitos já realizados para suprir a necessidade esportiva da nossa cidade”.
 
A prova de que o local é de extrema importância, é a falta que não só trabalhadores de indústria e seus dependentes sentem, mas também a comunidade em geral que usufruía das dependências. João Antônio Rodrigues, de 23 anos, costumava jogar futebol toda a semana no Sesi e diz que não existe por perto, um local tão bom quanto. “Nós acabamos não fazendo mais jogos, desde que o Sesi fechou as portas, nosso time não jogou mais junto”.
 
Colombo também falou sobre a comunidade em geral também usufruir do local. “Tínhamos algumas atividades que eram mais voltadas à comunidade, mas não é nossa missão, nossa obrigação legal é atender a indústria, trabalhadores e seus dependentes, além disso Getúlio Vargas continuará sempre sendo atendido pelo Sesi, através de Erechim como já disse, ou até mesmo com os serviços que são prestados pelas nossas unidades móveis, como dentista, oculista e atendimento dentro da própria indústria. Com essa medida queremos mesmo reduzir o custo de estrutura física, podendo assim continuar a prestar serviços aos trabalhadores”.
 
Agora com aproximadamente 40 endereços no Estado, operando com uma estrutura física e móvel distribuída em 14 regiões operacionais e administrativas, o Sesi não pretende retomar as atividades em Getúlio Vargas. “Não tem possibilidade nenhuma nesse primeiro momento, mas repito, não estamos, de forma alguma, abandonando a comunidade getuliense, estamos sempre à disposição”, pontua Colombo.

 

FOTOS: BRUNA SALVADOR / TRIBUNA GETULIENSE

COMENTÁRIOS