Emater/RS-Ascar: culturas de inverno, curso de citricultura, tarde de campo e Expointer
26/08/2018 13:21 em Geral

 

 

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Emater/RS-Ascar está na 41ªExpointer

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É boa expectativa de produtividade para as culturas de inverno¹

 

O retorno das chuvas deverá garantir a retomada da expectativa de uma boa produtividade das lavouras de trigo, já que grande parte delas começa a atingir, com percentuais mais elevados, o estádio reprodutivo (floração). De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23), 12% das lavouras de trigo no RS atingem esta fase e apresentam boa população de plantas e bom aspecto, com boa sanidade vegetal. O clima em geral tem sido favorável ao bom desenvolvimento das lavouras, mesmo que tenham ocorrido algumas geadas em áreas mais baixas, pois foram de fraca intensidade e não causaram prejuízos.

 

Um fato a destacar no trigo é a baixa incidência de doenças fúngicas na maioria das lavouras, justamente por conta da baixa umidade, o que tem levado a uma diminuição na aplicação de agroquímicos. Segue em andamento o controle fitossanitário, especialmente a ferrugem da folha e do colmo, assim como o controle da giberela nas lavouras em floração.

As lavouras de aveia se encontram nas fases de floração (43%) e enchimento do grão (20%). Até o momento, as condições meteorológicas têm sido favoráveis. Apenas em casos pontuais foi verificado acamamento de plantas devido às chuvas, todavia acredita-se que não deverá causar maiores danos na colheita, que prevê uma produtividade média de 2.400 kg/ha.

 

A cultura da cevada segue nas fases de elongação e emborrachamento, com 13% das lavouras já atingindo o pleno florescimento, sem problemas com pragas e doenças, uma vez que surtiram efeito os tratamentos realizados recentemente. Com a aplicação do nitrogênio em cobertura, as plantas aceleraram seu crescimento. Técnicos que atuam na área trabalham, até o momento, com um potencial produtivo estimado em 3.300 kg/ha, com boa qualidade industrial.

 

A canola está em floração plena (59%), fase esta beneficiada pela presença de abelhas que auxiliam no trabalho de polinização das flores, resultando num alto índice de fecundação e em probabilidade de bom rendimento por área. Até o momento, o padrão fitossanitário das lavouras é considerado bom e o clima tem transcorrido favorável para a canola, predominando dias secos e temperaturas noturnas baixas. O potencial produtivo da cultura no momento é de 1.500 kg/ha.

 

Viticultura – Mais de 50% dos 39 mil hectares cultivados na Serra gaúcha ainda estão para serem manejados quanto à poda seca ou de inverno. A parcimônia na execução dessa prática cultural se deve à presença de frio constante. Segue os tratamentos com caldas específicas para a redução de presença de pragas. Nos mesoclimas mais quentes, variedades superprecoces, como a Vênus, já mostram brotação de cerca de 10 cm, com boa uniformidade e vigor. Estes vinhais já recebem os primeiros tratamentos fitossanitários para o controle de fitomoléstias. Nestes mesmos locais, a principal variedade de mesa cultivada na região, a Niágara rosada, já demonstra as gemas inchadas e verdes, prenunciando o início de brotação. É bastante raro o uso de dessecantes químicos para o manejo dessas plantas, realizado essencialmente por acamamento por meio físico, como arraste de pneumáticos velhos ou galhos de árvores de espécies exóticas.

 

Ovinocultura – Em geral, o rebanho ovino apresenta escore corporal satisfatório. Período de terço final de parição na maioria dos rebanhos; a exceção se dá em relação às ovelhas com cria ao pé, que reduziram de forma significativa seu escore corporal pós-parto. Portanto, o momento é de cuidado nutricional e sanitário com as matrizes até a hora do parto e durante a lactação. Com relação à condição sanitária, é preciso atentar para o controle da verminose ovina, em especial a hemoncose. Outro cuidado importante se refere à imunização do rebanho contra as clostridioses em áreas endêmicas; a vacina deve ser feita nas fêmeas no final da gestação. O período é de assinalação, castração e descola de cordeiros. Preços sem alterações, pois não estamos em época de comercialização para recria ou abate. A partir de agora, os ovinocultores preferem coletar a lã, ao invés de comercializar seus rebanhos. Excepcionalmente são comercializados alguns animais, para afrouxar a lotação dos campos nativos durante o fim do inverno.

 

Ampliado, Pavilhão da Agricultura Familiar é inaugurado na Expointer¹

 

O Pavilhão da Agricultura Familiar foi inaugurado na manhã deste sábado (25/08) na Expointer, que acontece no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, até domingo da próxima semana (02/09). Participam da 20ª Feira da Agricultura Familiar 285 expositores em 250 estantes, que comercializam queijos, salames, conversas, cucas, vinhos e cachaças, entre muitos outros produtos, além de artesanato e flores.

 

“A ampliação do Pavilhão para 7 mil m2 possibilita maior comodidade ao agricultor que expõe, oportunizando maior diversidade ao consumidor, que adquire produtos de todo o Estado”, destacou o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, que representou o Governo do Estado na solenidade de abertura do Pavilhão.

 

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o Pavilhão reúne toda a pujança da agricultura familiar gaúcha, com produtos de qualidade. Ele destaca o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) como um dos melhores programas de desenvolvimento social do país. “Entre 2015 e 2018, o valor das compras institucionais passou de 50 milhões para 300 milhões e para 2019 pretendemos investir 400 milhões, o que fortalecerá ainda mais a nossa agricultura familiar”, ressalta Beltrame.

 

O presidente da Emater/RS, Iberê de Mesquita Orsi, avalia o Pavilhão como uma vitrine para divulgar a diversidade da agricultura familiar. “Todas as agroindústrias aqui têm a Assistência Técnica e Social da Emater. Criamos no campo as condições para que o produtor esteja aqui, agregando valor e renda aos seus produtos e, assim, com todos as entidades parceiras e expositores, estamos trabalhando para colocar a marca Sabor Gaúcho para todo o mercado consumidor”, projeta Orsi.

 

Pela primeira vez no Pavilhão da Agricultura Familiar, a agroindústria João de Barro, de Morro Redondo, divulga geleias, compostas e chimias, “elaboradas de forma artesanal e sem adição de conservantes”, afirma a empreendedora Maria Elena Nieves que, ao lado do esposo Davi Armendaris, comemora a recente legalização da agroindústria, cujo selo Sabor Gaúcho foi recebido em março, durante a Fenadoce, em Pelotas. A João de Barro existe há seis anos e em junho passado, durante a Festa do Doce Colonial de Morro Redondo, recebeu o certificado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Patrimônio Material do Doce Colonial Artesanal da Antiga Pelotas. “É um reconhecimento do resgate de receitas coloniais que mantemos, como de doce de batata-doce, que quase ninguém mais faz”, observa Maria Elena.

 

No Pavilhão, chama a atenção a presença de empreendedores da agricultura familiar mineira. “É tudo muito bom, muito gostoso”, diz a agricultura Leonilda Cavalheiro Kohler, de Três Coroas, acompanhada do marido e da filha Chaiani Kohler Timm, ao experimentar os chips de banana e a cachaça no espaço destinado às agroindústrias mineiras, pela segunda vez participando da Expointer. “Vou comprar”, afirmou Leonilda.

 

Minas Gerais que está representado por 11 expositores e seis empreendimentos de todas as regiões: café da Zona da Mata, queijo da região do Cerro, chips de bananinha do Leste do estado, e uma variedade de produtos de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, como cerveja, óleos de pequi e de buriti e farinha de mandioca, alimentos típicos e representativos, apresentados por integrantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de MG (Fetaemg), cita a assessora Camila Lima.

 

Acompanhe esta atividade e outras que serão feitas durante a 41ª Expointer no facebook da Emater/RS-Ascar, no endereço: www.facebook.com/EmaterRS.

 

Produtores de Três Arroios concluem curso de Citricultura²

 

Produtores de Três Arroios concluíram o curso de Citricultura Básica com a realização do 3º módulo, ministrado na quarta-feira (22) e quinta (23), na Câmara de Vereadores. O curso foi promovido pela Emater/RS-Ascar com apoio da Prefeitura, do Sicredi e Cresol. Nesta etapa, foram repassadas orientações teóricas e práticas sobre identificação de pragas e doenças, tecnologia de aplicação de caldas, manejo fitossanitário, pulverização e uso Equipamento de Proteção Individual (EPI), entre outros temas, pelos instrutores engenheiro agrônomo Nilton Cipriano Dutra de Souza, e pelos técnicos em Agropecuária Clair Bertussi e Jair Griebler. A prática foi repassada na propriedade do produtor Valmir Luís Ritter, na comunidade de Assis Brasil. 

Na conclusão do curso, os participantes receberam certificados. Participaram do ato o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, e o adjunto, Marcos Gobbo, além do vice-prefeito Luiz Pertuzzatti, do secretário municipal da Agricultura, Laércio Tubin, representantes do Sicredi e da Cresol, entre outros. Tonello parabenizou os produtores e destacou a importância do conhecimento para conduzir a atividade. “A citricultura é uma atividade economicamente rentável e importante para o município e região”, ponderou. Tonello também agradeceu a prefeitura, o Sicredi e a Cresol, parceiros na realização do curso.

O vice-prefeito, Luiz Pertuzzatti, cumprimentou os produtores e destacou a importância do curso para que eles possam “conduzir a atividade corretamente e tenham mais rendimento financeiro”. O prefeito Lirio Zarichta esteve na abertura do curso.

 

Tecnologias no cultivo da cana-de-açúcar é tema de Tarde de Campo em Marcelino Ramos e Itatiba do Sul²

 

Visando qualificar a produção de cana-de-açúcar e orientar produtores que desejam implantar canaviais na região do Alto Uruguai, a Emater/RS-Ascar, juntamente com a Embrapa Clima Temperado e entidades parceiras, promoveu uma Tarde de Campo em Marcelino Ramos e Itatiba do Sul. Na quinta-feira (23), em Marcelino Ramos, produtores e técnicos de oito municípios participaram da atividade, sediada na propriedade da família Robaert, na Linha Santa Lurdes, onde foi instalada uma unidade de observação com 13 variedades RB produzidas pela Embrapa Clima Temperado.

As orientações técnicas sobre novas cultivares de cana-de-açúcar, práticas de manejo e produção de mudas foram repassadas pelo engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar em organização econômica, Carlos Alberto Angonese, e pelos técnicos em agropecuária Clecir Nonnenmacher e Antonio Pandolfo, também da Emater/RS-Ascar.

Angonese destacou o potencial produtivo das variedades, enfatizando as precoces e de maturação tardia, além das vantagens econômicas comparadas com outras culturas. Pandolfo fez as recomendações sobre implantação, análise do solo para fazer as correções, se necessárias, espaçamento, entre outras. Nonnenmacher falou dos cuidados no momento da implantação, principalmente com as mudas e adubação, entre outros procedimentos para garantir uma produção rentável.

Em Marcelino Ramos são cultivados 137 hectares de cana, com produção média de 43/44 toneladas por hectare. A cana é usada em agroindústria, na produção de açúcar mascavo, melado, rapadura, e na produção de cachaça.

O evento reuniu produtores e técnicos da Emater/RS-Ascar dos municípios de Marcelino Ramos, Severiano de Almeida, Mariano Moro, Viadutos, Quatro Irmãos, Erechim, Paulo Bento, Viadutos e Gaurama.

 

Abertura 

O evento foi aberto pelo gerente regional da Emater/RS-Ascar, Gilberto Tonello, pelo adjunto, Marcos Gobbo, pelo secretário municipal de Turismo de Marcelino Ramos, Aquiles De Cezari, e pela presidente do Sutraf, Celoni Chappuis. O produtor João, juntamente com a esposa Gerci, o filho Ricardo e a nora Iandra, recebeu os participantes. Ricardo falou um pouco do cultivo na propriedade. “Temos que acompanhar a tecnologia e a assistência da Emater, que está sempre junto da gente para aumentar a produtividade e lucratividade” enfatizou.

Tonello agradeceu a família Robaert pela cedência da área para o experimento e para o evento. O gerente destacou que a região tem área e clima propício para o cultivo da cana, sendo esta uma atividade promissora para agricultura familiar, para a pequena propriedade. 

O secretário do Turismo agradeceu a família e a Emater/RS-Ascar em busca de mais uma alternativa para a pequena propriedade e para a região. Ele observou, ainda, que o município tem a intenção de fazer um roteiro turístico para que o público possa conhecer a produção e a agroindústria como mais uma alternativa para fomentar o turismo no município. A abertura dos trabalhos foi conduzida pela extensionista Ivete Kuhn.

Em Itatiba do Sul, Tecnologias no cultivo da cana-de-açúcar também foi tema da Tarde de Campo, realizada na quarta-feira (22/08). A atividade foi sediada na propriedade do produtor Jamil Dalla Vecchia, localizada no Povoado Saltinho. Em três estações, foram repassadas orientações sobre novas cultivares RB, pelo pesquisador da Embrapa Sergio dos Anjos, implantação e manejo do canavial e propagação através de mudas. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Embrapa Clima Temperado, com apoio do Sutraf, Cresol e Sicredi.

Itatiba do Sul tem 230 hectares cultivados com cana-de-açúcar, envolvendo 40 produtores. A matéria-prima é utilizada na produção de cachaça, açúcar mascavo e alimentação animal. A programação reuniu 80 produtores. Na região do Alto Uruguai são cultivados mil hectares com cana-de-açúcar.

 

¹ Texto e fotos: Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues/Emater/RS-Ascar

² Texto e fotos: Jornalista Terezinha Mariza Vilk/Emater/RS-Ascar

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