O pai que entrega o filho aos policiais***
07/07/2018 11:05 em Geral

 

 

 

            Nesta quarta-feira (04), ao acessar o Facebook pela manhã, visualizei a seguinte notícia no site do Jornal Tribuna Getuliense: “Policiais da BM de Getúlio Vargas salvam bebê que havia se afogado com leite materno”.(Cf. http://tribunamix.com.br).

Comovido e, ao mesmo tempo, feliz pela atitude dos policiais e imaginando a mistura de emoções da família (dor, angústia, desespero, alívio, alegria, gratidão...), lembrei-me da passagem bíblica do Bom Samaritano (Lucas 10,25-37). O episódio bíblico conta que, diante de alguém caído, o samaritano aproxima-se, se agacha, faz curativos, carrega em seus braços e o leva a uma pensão...Ele ficou conhecido como ‘bom’ samaritano, porque ele foi humano e sensibilizou-se com o sofrimento do outro, mesmo não o conhecendo.

São muitos os samaritanos hoje, inclusive estes policiais que, a exemplo do Bom Samaritano, permitem-se à aproximação do pai que grita por socorro, acolhem o filho em seus braços e fazem o que devia ser feito para salvar o menino.

É convicção minha de que não foi por acaso que estes policiais estariam fazendo o patrulhamento naquela rua. Movidos pela mão Divina, vão ao encontro do pai e este, deles. Eis que aí tudo aconteceu. Este filho, no colo do policial e seguro pela agilidade e rapidez do outro policial que conduziu a viatura até o hospital, sente o afeto deles (os policiais), o carinho, a atenção, o amor.... quiçá, o sucesso está nestes gestos e, consequentemente, na continuidade dos procedimentos feitos pelos profissionais da instituição hospitalar. Pai e filho saem curados, salvos e felizes e os policiais, mais uma vez, com a missão cumprida. Para mim, todo este ritual dos policiais, desde o acolhimento do filho até a entrega ao hospital, é divino. É expressão do amor de Deus.

Por isso o título desta reflexão: “O pai que entrega o filho aos policiais”. A atitude do pai em confiar o seu filho aos policiais revela, sim, o desespero diante da dor do filho e do risco de vida que o mesmo estava passando, mas também a confiança dele na polícia, pois o pai não sabia quem eram os policiais que estavam fazendo o patrulhamento. Conforme a notícia, “O pai da criança, desesperado, entregou seu filho nos braços de Daronchi, implorando por socorro”.

Em época de Copa do Mundo em que o fascínio e o encantamento pelo futebol mobilizam os brasileiros, visto serem conhecidos como o ‘país do futebol’, nossa inteligência parece ser pequena em imaginarmoso ‘rio’ de dinheiro que é investido na Copa do Mundo em busca de um título. Enquanto paramos o Brasil para assisti-los, por outro lado, nos bastidores, o vírus da corrupção vai se alastrando.

Parece-me que esses policiais (SgtDaronchi e SdKruger) são osgrandes merecedores de um título, de uma taça, de reconhecimento, pois salvaram a vida não só de uma criança, mas também de uma família toda. Para este pai e, obviamente, à família, conseguir levar o filho para casa com vida é o maior título ou então, um novo nascimento. Esses policiais, assim como outros, cumprindo a sua missão e, muitas vezes, correndo risco de vida e até criticados e não reconhecidos, salvam a vida do bebê e de uma família toda. Um exemplo de grandeza e de amor por o que se faz.

O título desta modesta reflexão – ‘O pai que entrega o filho ao policial’ – não é de filme de ficção, mas é realidade mesmo. Um pai entrega o filho quando atrai pessoas tão especiais e que, naquela hora de dor, sabia que neles (os policiais) poderia confiar e que eles fariam tudo o que era necessário para salvar o seu filho. O pai entregou seu filho e o recebe de volta com vida. Imagino a gratidão deste pai, desta família e, claro, destes policiais.

Parabéns, policiais SgtDaronchi e SdKruger, vocês são HERÓIS, ANJOS, CAMPEÕES, SALVA-VIDAS, GUERREIROS, SAMARITANOS....

 

***Rudinei Lolatto

Parapsicólogo Clínico e Psicanalista

E-mail: neipsicanalista@gmail.com

Fonte: Jornal Tribuna Getuliense

 

 

 

 

 

 

 

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