Ex-prefeito de Sertão perde direitos políticos por fraude em obra de escola
29/06/2018 18:09 em Nas Malhas Da Lei

 

 

 

Segundo o Ministério Público político responde a 33 processos

 

 

 

 

Acatando pedido do Ministério Público em ação civil pública, a Justiça de Getúlio Vargas declarou a nulidade do Edital de Licitação nº 89/2014 e do contrato administrativo nº 97/2014 do município de Sertão e condenou o ex-prefeito da cidade, Marcelo D’Agostini, o sócio-proprietário da empresa Brile Construções Ltda., Diego Brito, e o engenheiro Luiz Henrique Bertollo por atos de improbidade administrativa. Dessa forma, foi determinada a suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos para os réus. Eles deverão ressarcir todos os valores necessários para a conclusão da obra inacabada da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Antonio de Col em vista da fraude perpetuada, o que deverá ser apurado em liquidação de sentença. Marcelo D’Agostini, Brile Construções Ltda., Luiz Henrique Bertollo e Diego Brito devem pagar multa civil ao Município, de forma solidária, equivalente ao dobro do valor indicado no contrato, isto é, cerca de R$ 350 mil, que deverá ser acrescido de juros moratórios de 1% ao mês e de correção monetária pelo IGP-M a contar da citação dos réus. Eles estão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.

 

Conforme a ação do MP, entre junho e agosto de 2014, o ex-prefeito de Sertão, o engenheiro fiscal de obra contratado pela Prefeitura, Luiz Henrique Bertollo, e o sócio-administrador da Brile Construções Ltda., Diego Brito, causaram lesão ao erário daquele município e violaram os princípios da Administração Pública. O então prefeito, mesmo ciente de que não poderia aditar o contrato para a construção de uma escola, autorizou a execução da terraplanagem. Em seguida, ele simulou uma licitação, como forma de deferir o aditivo de valores, a totalidade da obra de terraplanagem, inclusive a parcela previamente executada, e superdimensionou o valor contratado. Ainda, utilizou modalidade irregular de licitação, através de pregão, sem atender às exigências previstas em lei e sem dar a publicidade adequada ao certame. O engenheiro contratado como fiscal da obra da construção da escola elaborou pareceres para a realização de terraplanagem apresentando cálculos incorretos para justificar o pagamento do total da obra à empresa.

 

Pelo MP, o ex-prefeito Marcelo D’Agostini responde a 16 processos criminais em andamento, 17 processos cíveis, e é investigado em quatro inquéritos civis e três procedimentos investigatórios criminais.

 

 

 

Fonte e foto: ASCOM

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