Patram retomará buscas em Ipiranga do Sul nesta segunda-feira
08/01/2018 - 10h00 em Geral

Rio Teixeira, em Ipiranga do Sul, onde aconteceu o acidente e morte de uma criança, já teve cerca de três quilômetros vistoriados

 

A Polícia Ambiental de Erechim (Patram) trabalhou durante toda a última semana, na tentativa de localizar uma cobra, que poderia ser uma sucuri, na região do interior de Ipiranga do Sul, no rio Teixeira, onde no último dia 31 de dezembro, o menino Guilherme da Silva Andrade morreu afogado e que segundo familiares, uma cobra de grande porte teria contribuído decisivamente para a morte, arrastando o menino para dentro da água.

Desde a última segunda-feira, 1º, quando o corpo do menino foi localizado, buscas estavam sendo realizadas. Na quarta, dia 3, o efetivo de policiais na região foi diminuído, mas mantido até a quinta, dia 4.

O sargento Gilmar Molinari, que responde atualmente pelo comando da Patram, destaca que a sexta-feira foi reservada para informações e relatórios sobre os trabalhos da semana, que estão sendo repassados a órgãos ambientais do Estado, como o Ibama, que acompanham o caso.

Ainda de acordo com Molinari, nesta segunda-feira, dia 8, as buscas serão retomadas. Até quinta, cerca de três quilômetros de margem e leito do rio já haviam sido vistoriados. Segundo a Patram, nenhum vestígio foi encontrado. “Estamos nos baseando nos relatos de familiares e moradores próximos que destacam ter avistado o animal”, completa Molinari.

Situação incômoda

Para os familiares do menino Guilherme, não há duvidas que uma cobra de grande porte contribuiu para o afogamento. Familiares e testemunhas começaram a ser ouvidos na última semana, também pelo delegado Adroaldo Shenkel, da Delegacia de Polícia de Sertão, que investiga o caso.

Segundo ele, em um primeiro momento da investigação, está configurada a situação de acidente, na morte de Guilherme. O laudo do IGP confirma a situação de afogamento para a morte e não fala em situações que poderiam ter indícios de participação de um animal, como mordidas ou ossos quebrados.

A família de Guilherme não tem duvidas: o menino foi arrastado por uma cobra e se afogou. Eles já gravaram diversas entrevistas sustentando esta versão.

Brasil afora, várias pessoas se manifestaram após o acidente. Um dos depoimentos mais contundentes, veio do biólogo Sérgio Rangel, que gravou um vídeo em sua rede social no Facebook, descartando qualquer possibilidade de ser uma cobra Sucuri. “Infelizmente perdeu-se uma vida, mas não foi com influência de uma sucuri. Elas não vivem nesta região do Brasil”, alertou em vídeo.

O próprio Ibama se manifestou durante a semana e descartou existência de sucuris nesta região. No entanto, o órgão segue acompanhando de perto os trabalhos da Patram na tentativa de localizar o animal.

Por: Edson Castro

Fotos: Patram Erechim

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