Facebook reforçará ferramentas de prevenção ao suicídio na rede
28/11/2017 - 14h04 em Tecnologia

Ontem (27) o Facebook anunciou algumas alterações nas ferramentas de prevenção ao suicídio. Por meio de um comunicado, o vice-presidente de Gerenciamento de Produto, Guy Rosen, diz que a principal melhoria será o aperfeiçoamento na equipe de revisores de conteúdo. Serão mais pessoas especializadas em analisar denúncias de conteúdos suicídas ou de automutilação.

A fim de identificar sinais de alertas em vídeos, sejam eles gravados ou ao vivo, a rede social começará a aplicar a inteligência artificial em todo o mundo. Antes essa utilização era exclusiva aos usuários estadunidenses. No comunicado, Rosen explica o Facebook que reconhecimento de padrões para ajudar a identificar publicações e transmissões ao vivo como possíveis de expressar pensamentos suicidas.

"Usamos sinais como o texto usado em posts e comentários (por exemplo, comentários como 'você está bem?' ou 'posso ajudar?' podem ser sinais de que uma pessoa está enfrentando dificuldade emocional)", afirma. O comunicado ainda ressalta que essa tecnologia já ajudou a rede a identificar vídeos que poderiam não ter sido reportados por usuários.

Mesmo assim, o papel do internauta continua importante na identificação de conteúdos que possam indicar pensamentos suicidas ou de automutilação. "Você pode entrar em contato com ela diretamente ou denunciar o post para nós", encoraja Rosen. "Temos equipes trabalhando em todo o mundo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, que analisam as denúncias e dão prioridade aos relatos mais sérios."

A rede oferece sugestões de mensagens e abordagens que podem ser usadas em situações delicadas. Denúncias mais sérias, que possam envolver risco à vida, recebem ação prioritária, afirma Rosen "Em situações assim, autoridades locais são notificadas até duas vezes mais rápido do que em outras denúncias", garante.

Em maio deste ano, o Instagram lançou uma campanha de conscientização sobre saúde mental. Uma pesquisa lançada naquele mês mostrou o impacto das redes sociais para os jovens.

Informações: Correio do Povo

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