Novembro Azul: é preciso falar sobre o câncer de próstata
07/11/2017 - 13h52 em Geral

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Ele mata mais de 14 mil homens por ano no país e cerca de mil só no Rio Grande do Sul

A Campanha Novembro Azul é uma das formas de expandir informações e incentivar o diagnóstico precoce de um dos cânceres que mais afeta a saúde dos homens: o câncer de próstata. No Brasil, o câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Ele provoca mais de 14 mil mortes por ano no país e cerca de 1 mil no Rio Grande do Sul. Na região Norte do Estado, são mais de 115 mortes por ano. O Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), a Clínica Kozma, a JR Comércio de Cimento, e outras instituições, se unem novamente neste mês de novembro, como fizeram no Outubro Rosa, para realizar diversas ações no Bella Città Shopping, em Passo Fundo, em prol da prevenção do câncer de próstata e da saúde do homem.

São mais de 1,1 milhão de diagnósticos por ano no mundo de câncer de próstata e 61 mil diagnósticos no Brasil. No Rio Grande do Sul, mais de 6 mil casos são diagnosticados anualmente, causando mais de 1 mil mortes por ano. 

Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem acima dos 65 anos de idade. A questão é que ainda muitos homens são resistentes em realizar os exames preventivos: 44% dos homens nunca foram ao urologista, conforme a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A recomendação é procurar um médico urologista a partir dos 50 anos de idade para fazer o primeiro exame da próstata e dosar o PSA (Antigeno Prostático Específico) no sangue, para determinar a periodicidade das revisões. No entanto, homens com histórico familiar de câncer de próstata devem procurar o urologista a partir dos 45 anos, conforme recomendação da SBU. “Precisamos falar do diagnóstico precoce que se dá pelo acompanhamento das características da próstata de cada homem. É preciso identificar o tamanho da próstata e a consistência dela, se existem nódulos ou não, e ainda identificar o nível do antígeno prostático específico (PSA), por meio de exame de sangue. Essas características vão apontar um critério de acompanhamento que é individualizado para cada situação”, ressalta o oncologista clínico do CTCAN, Dr. Alvaro Machado.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) ressalta que as principais formas de prevenção estão na alimentação, com uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais, e com menos gordura. Além disso, atividade física é essencial para diminuir o risco desse e de outros diversos tipos de câncer. “Os fatores de risco são poucos, manejáveis, mas difíceis de adotar como: controle do peso, alimentação saudável, não fumar, não beber e realizar atividades físicas regularmente. O sedentarismo, sobrepeso e obesidade, são fatores de risco para vários cânceres. Pequenos hábitos saudáveis evitam 20 a 25%  todos os cânceres que nos acometem de forma regular”, enfatiza Machado.

Mortalidade do câncer de próstata no RS

Os municípios que mais registraram mortes por câncer de próstata no Estado em 2015, conforme dados do DataSUS, foram: Porto Alegre (148 mortes); Caxias do Sul (42 mortes); Pelotas (33 mortes); Santa Maria (31 mortes); Canoas (29 mortes); Rio Grande (18 mortes); Passo Fundo e Bagé (com 17 mortes cada); Gravataí, Sapucaia do Sul, Cachoeira do Sul e Novo Hamburgo (com 16 mortes cada); Viamão (15 mortes); e Alegrete (12 mortes).

*Fonte: Natália Fávero - Assessoria de Imprensa CTCAN

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