Incêndio na Sivel em Erechim já dura mais de 30 horas
01/08/2017 - 15h14 em Geral

O incêndio que consumiu a empresa Sivel Comercial Industrial de Ferragens, na madrugada de segunda-feira, 31 de julho, no bairro Copas Verdes, em Erechim, já dura mais de 30 horas. As chamas já não oferecem mais riscos para os vizinhos, mas focos de fogo permanecem ardendo debaixo das toneladas de escombros do que restou do pavilhão, devido aos materiais inflamáveis que eram estocados na empresa.

Desde que recebeu o chamado para combater o incêndio, membros do Corpo de Bombeiros Militar de Erechim permanecem no local, lutando também contra a exaustão. Na manhã desta terça-feira, 01 de agosto, estão sendo utilizados guindastes e retroescavadeiras para auxiliar no rescaldo, que está sendo realizado por áreas, e existe a expectativa de que ainda hoje os trabalhos sejam concluídos, para que na quarta-feira, 02 de agosto, possam chegar a Erechim os técnicos do Instituto Geral de Perícias de Porto Alegra para tentar descobrir as causas do incêndio.

Toda a estrutura física da empresa ficou comprometida e cinco cães que cuidavam da empresa teriam morrido carbonizados.

 

Fumaça tóxica

Além do fogo e dos desabamentos, bombeiros e outros órgãos que trabalham no local enfrentam outro perigo, a fumaça tóxica que se ergueu em espessas colunas logo após o incêndio começar. Carregada de diferentes químicos, a mesma que se espalhou pela cidade, pela área rural e segundo relatos, alcançou o município de Erebango, pode causar irritações ao sistema respiratório.

A preocupação com a fumaça era tanta que ontem, moradores do bairro foram orientados a deixar suas casas. Hoje os riscos, pelo menos para quem não está trabalhando diretamente no combate ao fogo, já reduziram consideravelmente.

 

O incêndio

De acordo com moradores próximos, o fogo foi percebido por volta das 4h, após uma forte explosão. O Corpo de Bombeiros foi acionado e todos os caminhões se deslocaram para o local, na Rua Ermínia Deconto, próximo a Indústria de Balas Peccin. Inclusive bombeiros que estavam de folga foram chamados para auxiliar. Policiais militares, membros da Força Voluntária de Proteção em Defesa Civil do Alto Uruguai e vizinhos da empresa se uniram para tentar conter o fogo, que assustava moradores próximos.

O calor era tão intenso que a água que caía na rua formava vapor e casas próximas precisaram ser molhadas para que não incendiassem.

Empresas próximas disponibilizaram seus hidrantes para que os veículos reabastecessem os tanques de água sem que precisassem se deslocar até muito longe e outras liberaram caminhões pipa para ajudar.

 

Fonte: Alan Dias/Jornal Boa Vista

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