Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 às 10:29 em Educação
Conselho Geral do CPERS define paralisação no início do ano letivo, entre outras ações de mobilização

Na segunda-feira  (22), os conselheiros do CPERS reuniram-se para aprovar as propostas de mobilização da categoria. Entre as dez propostas aprovadas, está a paralisação geral nas escolas no dia 29 de fevereiro – Dia Nacional de Paralisação na Educação e primeiro dia de aula na rede estadual de ensino. A orientação do Sindicato é a de que, nesta data, nenhuma escola abra as portas e que todos, pais, alunos e educadores, participem da manifestação pelas ruas centrais da capital e da Aula Cidadã em frente ao Piratini.
Na abertura do Conselho, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que a pauta salarial será o centro da disputa do Sindicato neste ano e ressaltou que atualmente a defasagem salarial do Magistério gaúcho chega a 69,44%. “Temos que ter este número como referência em nossa campanha salarial e exigir do governo que apresente uma proposta que, no mínimo, diminua esse vergonhoso índice”, salientou.
Helenir comenta que existe um clima de terrorismo instalado desde o início do governo Sartori, que agora ameaça com a demissão de concursados. "O desrespeito contra professores e funcionários de escola são inadmissíveis", ressalta. “É preciso, cada vez mais, unificarmos a nossa luta e construirmos a nossa greve para que este governo passe a respeitar e valorizar os educadores”, afirmou.

Propostas de mobilização aprovadas:

1 – Realizar Ato, de caráter Nacional, no dia 29 de fevereiro – Dia de Paralisação Geral das Escolas Estaduais, reforçando as atividades dos dias de Greve Nacional, com a realização de Aula Cidadã. A concentração acontecerá às 13h30min, no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. Após, todos sairão em caminhada rumo ao Palácio Piratini, passando pela Secretaria da Fazenda;

2 – Respeitando a autonomia dos Núcleos, propomos: Organizar atividades, por Núcleo, nos dias 15, 16 e 17 de março de 2016 – Greve Nacional chamada pela CNTE, ativando as comissões de mobilização dos Núcleos para articular com as escolas a Assembleia Geral do dia 18 de março e para discutir os eixos: reforma da Previdência, defesa dos Pisos dos professores e dos funcionários de escola e defesa do IPE.

Atividades:

Dia 15: atos regionais e entregas de quadros nas CREs;

Dia 16: Bicicletaço/Maratona, realizações de Assembleias Regionais e visitas às escolas;

Dia 17: atividades livres (exemplo: mateada na praça, bandeiraço…).

3 – Organizar e levar para as escolas kit com material para subsidiar as discussões sobre a pauta salarial e preparar uma forte Greve;

4 – Organizar e/ou participar das atividades alusivas ao dia 08 de março – Dia Internacional da Mulher;

5 – Levar para a base da categoria o indicativo de continuidade da Greve para a Assembleia Geral do dia 18 de março;

6 – Lançar uma ampla campanha pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional com caminhadas, atos públicos e outras formas de pressão;

7 – Realizar Moção de Apoio à escola E.M. Nossa Senhora Rosário, de Santa Cruz do Sul, solicitando à manutenção da escola nos moldes em que está hoje, com classes específicas para os surdos. Incluídos como ouvintes somente no Ensino Médio. Distribuir a Moção na Secretaria de Educação e na 6ª CRE;

8 – Reafirmar a posição do CPERS contra qualquer municipalização e fechamentos de escolas;

9 – Construir um forte ato em defesa do IPE;

10 – Incluir no calendário o dia 31 de março –  Marcha a Brasília, que defende os eixos: contra a reforma da Previdência, não ao ajuste fiscal e cortes de gastos sociais, em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, em defesa do “Fora Cunha” e contra o impeachment da presidente Dilma.

 

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