Sexta-feira, 17 de março de 2017 às 17:49 em Polícia
Operação apreende grande quantidade de armas, celulares e dinheiro em presídio

 

Policiais do 13º BPM (Batalhão de Polícia Militar) e agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) realizaram na tarde desta sexta-feira, 17 de março, operação de revista no Presídio Estadual de Erechim. A ação em horário inusitado resultou em uma das maiores apreensões de materiais já realizadas em revistas parciais na penitenciária da Capital da Amizade.

Ao todo foram revistadas 12 celas que comportam 175 apenados do regime fechado e nelas foram encontradas, de acordo com contagem parcial realizada pelos agentes e policiais, 56 estoques (facas e facões feitos de forma artesanal), 17 aparelhos de telefone celular, chips, baterias, carregadores, R$ 4.800,00 em dinheiro, várias pedras de crack, além de jibóias (cordas artesanais) com ganchos em uma das pontas.

Segundo o capitão da Brigada Militar, Adair Couto, e a diretora do presídio, Cleonice Roque, a ação foi pensada para ser realizada à tarde, justamente para surpreender os detentos, já que este tipo de ação costuma acontecer sempre pela parte da manhã, e a mudança alcançou excelentes resultados. “Os presos jamais esperariam que fizéssemos uma operação neste horário”, ressaltou a diretora.

De acordo com o capitão Couto, a revista foi motivada devido a informações obtidas de que poderia ocorrer em breve uma rebelião seguida de fuga. “Nos antecipamos e decidimos fazer pela parte da tarde, justamente para ter um maior êxito”, disse.

O capitão explicou que a revista foi parcial devido a carência de efetivo, que poderia não ser suficiente para controlar os 400 detentos do sistema fechado (a capacidade seria para 130 presos) e que as celas foram escolhidas devido às denúncias que a polícia e os agentes possuíam. “Nas celas dos detentos do regime fechado, tradicionalmente, é encontrada maior quantidade de materiais como os apreendidos hoje. Inclusive tínhamos a informação de um possível túnel sendo construído, o que acabou não se concretizando”, informou. Ao todo participaram da operação 30 policiais militares e 24 agentes da Susepe.

Sobre a grande quantia em dinheiro encontrada nas celas, Cleonice contou que agora a origem será apurada, pois pode ser proveniente do tráfico de drogas ou dos Protocolos de Ação Conjunta (PAC) para mão-de-obra de apenados.

Por Alan Dias / JBV Online

Fotos: Alan Dias / JBV Online

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