Sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 às 16:00 em Geral
Impasse na negociação salarial dos técnicos agrícolas com a EMATER/RS

 

O Sindicato dos Técnicos Agrícolas do RS – SINTARGS, cobra, da ASCAR/EMATER-RS, uma solução rápida para pôr fim a uma situação que está prejudicando cerca de  600 técnicos agrícolas que trabalham na empresa. Responsáveis por mais de 80% da prestação do serviço de assistência técnica no RS, os técnicos são os únicos trabalhadores que não receberam o reajuste. Segundo o SINTARGS, a direção da ASCAR/EMATER pagou 9,3% para todas as categorias e oferece, apenas, 3,03% para os Técnicos Agrícolas.  Para o diretor do SINTARGS, Vinicius Manfio, trata-se de uma discriminação sem precedentes na história da EMATER. “Ao propor um reajuste diferenciado com o sindicato a EMATER desmerece o trabalho que é realizado pelos técnicos e pela entidade”, reclama Roberto Rech, presidente do SINTARGS.  Rech também critica as informações enviadas a campo pela direção da EMATER. “A proposta que a direção apresenta aos colegas é diferente da que está sendo negociada. Os direitos dos técnicos são inegociáveis”, afirma. 

A entidade está mobilizada para receber o mesmo tratamento dispensado as demais categorias. Para que isso se efetive os técnicos estão buscando apoio junto aos agricultores, prefeitos, deputados estaduais e federais. Procurado pela diretoria do sindicato, o gabinete do Governador determinou que a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR, acompanhe o processo de negociação entre o SINTARGS e o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento - SESCON/RS. O secretário Tarcísio Minetto já recebeu a categoria em três oportunidades e está trabalhando para que os Técnicos Agrícolas não sejam prejudicados. O coordenador da Bancada Gaúcha, deputado federal Giovani Cherini também manifestou apoio aos Técnicos Agrícolas.   Como um dos autores da Ação Popular que tinha, como um dos objetivos, trancar todas as ações de execução e processos administrativos movidos pela União contra a ASCAREMATER o parlamentar cobra uma ação rápida da empresa,  evitando prejuízos no desenvolvimento rural do Estado do Rio Grande do Sul. “Todas as categorias receberam reposição salarial, menos os Técnicos Agrícolas. Como explicar isso”, afirma o parlamentar.

Caso a Convenção Coletiva não seja assinada até o final de janeiro, a categoria decidirá, juntamente com o Departamento Jurídico, o caminho a ser seguido.

Assessoria de Imprensa SINTARGS

 

COMENTÁRIOS